quinta-feira, 7 de julho de 2016

Filmes de Famílias Disfuncionais para Assistir com a Família

Hoje venho aqui com uma listinha de filmes que vão agradar a toda família e que poderiam muito bem passar na Sessão da Tarde (embora alguns teriam que ter umas partes cortadas, mas a Globo sempre corta alguma coisa de qualquer jeito). Eu fiz está lista me baseando em famílias disfuncionais em filmes que eu gostei. Ou seja, que eu assisti, portanto eu deixei de fora por exemplo, Juno, mas acho que vão gostar mesmo assim da lista.

-A Origem da Vida (Jesus Henry Christ)

A história é sobre um garoto superdotado, muito curioso e inteligente, que vive questionando um monte de coisas, inclusive a existência de Deus... Dentro de uma escola religiosa. Na frente de todos os estudantes que creem em Deus.
A mãe, interpretada por Toni Collette (de United States of Tara e O Sexto Sentido) é uma mãe solteira que vive estressada e que sente orgulho pelo filho ao mesmo tempo que gostaria que ele arranjasse menos confusão, mas mesmo assim não deixa de apoiá-lo.
O garoto acaba descobrindo pelo avô que ele nasceu de uma inseminação in vitro e nisso ele parte atrás de seu "pai" que é um professor universitário que vive anotando suas ideias em post-its. E nisso eles também encontram a "irmã" dele, que é uma garota que sofre bullying na escola e que ficam chamando-na de sapatão.
Uma comédia que parece que quer levar o espectador a refletir sobre alguns aspectos da vida, mas que para mim, não alcança o objetivo. Valeu pelo esforço, pessoal. Mas não deixa de ser um filme bom, dá para passar o tempo, tem umas ideias boas e eu diria até, atores de bastante destaque, os mirins, que são o garoto interpretado por Jason Spevack e sua irmã, interpretada por Hannah Brigden. Ah, e não posso deixar de citar o ator que faz o "pai" dos dois, Michael Sheen (Meia Noite em Paris, Masters of Sex, Crepúsculo).

-Pequena Miss Sunshine

Quem não conhece esse filme maravilhoso? Com Toni Collette interpretando mais uma vez uma mãe que passa por muito estresse altas doses de loucura com seu marido igualmente estressado, seu avô meio rabugento, mas de bom coração, irônico e com comentários maldosos que quem vê de fora ri porque não é com ele. O filho que decidiu não falar mais nada e fica escrevendo num bloquinho para se comunicar e que tem o sonho de ser um piloto. Um tio, interpretado por Steve Carell, que já mostrou que não é um ator só de comédia, e que pode até te tirar umas lágrimas, que é homossexual e que tentou cometer suicídio.
Interessante notar que o papel de Steve Carell já foi pensado primeiramente para Bill Murray (que recusou o papel e já disse que se arrepende disso) e também para Robin Williams (que Deus o tenha). E isso não tem haver com o filme, mas agora eu fico temendo que Bill Murray se mate como o Robin Williams, porque os dois arrancam risos da gente, mas não tem risos dentro de si. Depressão é algo foda.
Mas saindo um pouco da bad, e ela é boa nisso, temos a atriz Abgail Breslin, uma garotinha muito fofa e curiosa que consegue se classificar para o concurso de Pequena Miss Sunshine, o que obriga a família, para realizar o sonho dela, viajar para a Califórnia onde o concurso será realizado. Viagem em uma kombi que só dá problemas e mais problemas.
É uma comédia e ao mesmo tempo um drama, que foi o que eu mais prezei nessa lista. Ou ao menos procurei.

-O Que nós Fizemos no Nosso Feriado

Esse filme eu só assisti por causa do David Tennant. Não nego. E eu achei inicialmente que era uma comédia romântica, até eu ver como a família feita pelo eterno 11º Doctor e pela atriz Rosamund Pike, que faz a mulher divorciada do personagem, lidam com seus três filhos. Sim, um casal separado que não aguenta um ao outro que tem uma filha que fica anotando tudo, como a menina que tem pedras de estimação e faz questão de levá-las para a viagem em que visitarão o avô na Escócia, o filho que quer ser um viking e que acredita e reza para os deuses, e por fim, uma filha que fica anotando tudo que acha que pode ser importante, como as mentiras que deve contar, entre elas, a de que seus pais ainda estão juntos.
Sim, pois o patriarca da família tem problemas cardíacos e o casal fingirá que está unido e feliz só para não estressar muito o velho, que está fazendo aniversário. E nessa família temos ainda o irmão do pai das crianças, que só liga para as aparências, sua esposa que esconde a depressão e que é uma bomba-relógio de emoções, e o filho deles, que a única coisa que faz é obedecer o pai.
E neste filme, com nome que parece filme de terror de grupo de adolescentes com um serial killer genérico, eu me encantei, ri muito com as cenas, e até me emocionei.

-De Bico Calado

O filme já começa bem. Com uma mulher que é pega na estação de trem porque seu baú estava com dois cadáveres destroçados, ao que ela explica que são seu marido e a amante dele e pergunta para os policias o que mais ela poderia fazer. Detalhe que ela estava grávida.
Essa parte é seguida pela história que se quer contar, que é a de uma família prestes a acabar. Os britânicos tem um humor que me agrada, embora eu entenda que outras pessoas, especialmente se acostumadas com o humor americano, não irão gostar muito ou vão estranhar a ponto de não conseguirem aproveitar o filme.
A família em questão é a de um vigário, interpretado por Rowan Atkinson, sim, o Mr. Bean, que é muito importante na cidade deles no interior da Inglaterra, mesmo tendo um pensamento lendo e até ingênuo (não ao ponto de ser ingênuo como o de Mr. Bean) e que tem uma esposa que planeja fugir com seu amante que é um instrutor de golfe americano, deixando para trás seu marido que se distanciou tanto dela, e de seu filho que sofre bullying na escola e sua filha adolescente que todo dia aparece com um namorado novo (com quem transa, claro).
E no meio disso tudo chega uma governanta, interpretada por Maggie Smith (professora Minerva para aqueles que não sabem quem é a atriz) que fará de tudo para unir essa família novamente. Mesmo que seus métodos não sejam muito ortodoxos e aos poucos essa que parecia uma Mary Poppins vai ficando mais e mais assustadora, o que lembra muito a historia do filme "Mamãe é de Morte", mas mesmo assim é bom para passar o tempo.

-Os Simpsons - O Filme

Como poderia fazer um filme de famílias cujos problemas são o que provoca risadas em famílias na vida real, sejam pelos absurdos, pelas piadas ou pela semelhança com a vida real de alguns problemas, como uma mãe que esconde o estresse em resmungos enquanto faz todo o trabalho doméstico, uma filha insegura obcecada em estudar e questionar, um filho que não vai bem na escola e só sabe fazer traquinagens, um marido que é preguiçoso, guloso, gasta dinheiro com bobagens, viciado em TV, cervejas e age como um idiota? Isso sem contar o bebê.
Os Simpsons, não é à toa que são a série de desenho animado mais duradoura. E conseguiram um filme, um filme que eu assisti aos 12 anos eu acho, e mesmo sem pegar todas as piadas que tinham conteúdo mais adulto e tal, eu lembro que foi um dos filmes em que eu mais ri na vida. E as sirenes na sala de cinema só ajudavam, tipo aquelas risadas que ficam no fundo nas séries de comédia.
Sem isso, The Big Bang Theory já teria acabado a muito tempo. Sério, o que eles ainda fazem com novos episódios? Até Two and a Half Man já acabou. Tipo, Simpsons continua a mesma coisa e isso pode se tornar enjoativo, mas ainda tem qualidade e não baixou o nível.

domingo, 3 de julho de 2016

Adeus Person of Interest e Obrigado por Tudo

Tem muito assunto que merece o famoso textão. Mas eu vou falar de uma série de TV porque... Porque eu quero mesmo. Muita gente provavelmente vai fazer isso quando terminar Game of Thrones (talvez eu esteja entre eles), mas vou falar de uma série que poucos conhecem: Person of Interest.

Criada por Jonathan Nolan (irmão de Christopher Nolan), a série foi feita com uma equipe muito competente que contou ainda com J.J. Abrams e Ramin Djawadi na trilha sonora.
O enredo é sobre uma máquina que nos vigia o tempo todo e assim pode prever ataques terroristas e crimes (meio Minority Report), mas o governo dos EUA, que tem a Máquina, não faz nada para os crimes menores, chamando os envolvidos de irrelevantes. Seu criador, Harold Finch, decidi salvar os irrelevantes, junto com John Reese, um ex-agente da CIA. Entre os obstáculos, terão que se esconder do governo, da polícia e a pessoa que a Máquina indica para eles pode ser tanto a vítima quanto o assassino.

A história foi bem desenvolvida ao longo de suas 5 temporadas, sempre buscando ao máximo sair do modelo do "caso da semana", embora nem sempre possível, seja pelo roteiro, pela ideia inicial ou pelo desejo da emissora, a CBS.

E nessas temporadas houve muita história boa. As histórias de origem de cada personagem, o desenvolvimento delas, o grupo de policiais e políticos corruptos do RH, os hackers que buscavam expor a verdade ao mundo: Vigilância, a nova máfia liderada por Dominic contra o império criminoso do já antigo, estabelecido e respeitado, Elias. Sério, teve muito arco duradouro e legal, com finais muito insanos, para uma série que se apresentava num modelo de CSI. E isso porque nem falei do Samaritano, a IA concorrente à Máquina.

Realmente, eu gostei muito de cada personagem da trama, fosse ele herói, mocinho, vilão, anti-herói, porque a Root que se mostrava como uma louca maníaca se mostrou uma aliada de importância inimaginável, Finch mostrou que tem seu lado maligno, Fusco foi o maior exemplo de redenção da série, Elias, mesmo fazendo o mal e tendo ações condenáveis, mostrou que possui também uma bússola moral. E cada morte que aconteceu na série não foi uma morte gratuita, uma morte que apareceu só porque os roteiristas estavam sem ideias, teve um significado, um antes e um depois da morte desse personagem.

Fora todas as reflexões e debates que a série trazia. Ética, moral, será que o governo pode vigiar nossas vidas desse modo? Mesmo que seja para um bem maior? E deixar tudo para uma máquina? É realmente seguro? Ou mesmo certo? Os fins podem justificar os meios? A verdade, mesmo que perigosa, deve ser mantida em segredo ou revelada?

Os temas na maioria das vezes era sobre crimes, terrorismo, exército, CIA, segredos do governo estadunidense, tecnologia, polícia, enfim, tudo que era esperado para Person of Interest. Mas o modo como eles abordaram o tema humano foi surpreendente. As tramas humanas, sem algo relacionado com o mundo moderno de hoje ou sobre privacidade, apenas as histórias humanas, mostraram-se dignas de nota.

Adeus Person of Interest. Essa série tornou esses últimos anos meus bem mais interessantes. Obrigado. #TeamMachine

quarta-feira, 25 de maio de 2016

The Eichmann Show - Crítica

The Eichmann Show, filme feito para TV pela BBC e que conta com Martin Freeman no elenco. Para aqueles que não sabem, Adolf Eichmann era uma figura importante na SS do seu xará Adolf Hitler. Ele mandou milhões de judeus, muitos eram crianças, para a morte. Antes de ver esse filme, eu já tinha lido a história dele (afinal, Hitler não agia sozinho, tinha Gloebbels, Goering, Himmler, etc.) e também o documentário Caçadores de Nazistas, que mostrava os agentes de Israel procurando por nazistas fugitivos na Europa e na América Latina. Muitos nazistas foram encontrados assim, embora outros tenham desaparecido até hoje. Há um episódio que mostra justamente a captura de Eichmann que vivia na Argentina e seria levado para Israel, onde seria julgado por seus crimes.
O filme foca na dupla Milton Fruchtman e Leon Hurwitz. Fruchtman, interpretado por Martin Freeman, nosso querido John Watson e também Bilbo Bolseiro, é o chefe da equipe em Israel que irá transmitir para o mundo inteiro o julgamento de Adolf Eichmann. O julgando será filmado, transmitido ao vivo no rádio e para a TV e gravações serão levadas para o mundo inteiro. Hurwitz, irá dirigir toda a gravação, em seu primeiro trabalho logo após ficar fora da Blacklist, a lista negra feita nos Estados Unidos contra as pessoas de cinema que eram suspeitas (ou eram) de serem comunistas.

Tempos de Guerra Fria.

Como já vimos no filme Trumbo, essa foi uma época difícil para esses diretores.

O filme mostra todas as dificuldades no jornalismo, primeiro porque apesar de ser algo muito importante, as pessoas se entediam fácil e no começo o julgamento é realmente maçante, cheio de discursos e tal. E ainda há a concorrência, que na época era a Corrida Espacial e a Revolução Cubana. É nessas horas que é preciso torcer para que algo tão relevante não caia em detrimento de outros eventos que chamam mais audiência, embora nem sempre isso seja possível.

O filme também mostra como o julgamento de Adolf Eichmann foi importante, com os sobreviventes do Holocausto contando seus relatos horríveis e angustiantes na época dos campos de concentração. Mostrando também como os profissionais da área de comunicação devem se comportar de forma exemplar, sem se levarem pela emoção, embora seja muito difícil em situações como essa, afinal, produtor, cineastra, jornalista, todos são humanos.
E aqui vemos uma das maiores provas de como os meios de comunicação podem ser importantes. Os judeus finalmente contando suas histórias com as pessoas enfim ouvindo e acreditando, não assumindo que era exagero, prestando atenção. Percebendo o horror que aconteceu na Europa durante a Segunda Guerra que ia além de Aliados VS. Eixo.

As atuações no filme estão muito boas, como é típico de documentários britânicos. Martin Freeman parece estar sempre na mesma personagem (mais do que o Johnny Depp na minha opinião). Em O Guia do Mochileiro das Galáxias, Sherlock, The Hobbit, Capitão América - Guerra Civil, mas não vejo isso como algo negativo. Os personagens sempre se encaixam no padrão de atuação dele, e neste filme ocorre o mesmo.
Anthony LaPaglia que faz Hurwitz e os atores que fazem a equipe de produção israelense dão toda a carga dramática que ocorre por trás das câmeras, se destacando mesmo com os lamentosos relatos dos sobreviventes do Holocausto.
Vaidotas Martinaitis eu não sei se é um bom ator, mas foi competente pelo menos, ao ser Adolf Eichmann, que mesmo sendo bombardeado com todas aquelas histórias, inclusive imagens dos corpos sendo empurrados por escavadeiras em valas nos campos de concentração, manteve-se totalmente neutro. Frio. O que é algo diferente do que vemos no filme Eichmann de 2007, em que ele expressa emoções, e bem fortes.

Um bom filme de uma boa história que poucas pessoas conheciam, como foi feito a transmissão do julgamento de Adolf Eichmann. O ex-oficial nazista foi condenado e enforcado, suas cinzas jogadas ao mar, caso alguém queira saber.

E é isso, até a próxima, e vou ver se faço uma crítica de um filme que dessa vez não esteja relacionado ao nazismo, já que o último foi do Ele Está De Volta.


sábado, 23 de abril de 2016

Melhores Canais Musicais do YouTube 4

Oi, galera. Beleza? Aqui vai mais uma coletânea de canais no YouTube para você ver e apreciar uns bons instrumentistas. Espero que gostem. E não é só gente famosa que está nesta lista como Lindsey Stirling, 2Cellos, Piano Guys, Taylor Davis, mas tem gente muito boa que você vai ver aqui, agora e também nestes outros links de posts anteriores:
-http://walterlino-waltrinia.blogspot.com.br/2014/06/melhores-canais-musicais-do-youtube.html
-http://walterlino-waltrinia.blogspot.com.br/2014/01/os-melhores-musicos-no-youtube.html
-http://walterlino-waltrinia.blogspot.com.br/2015/02/melhores-canais-musicais-do-youtube-2.html
-http://walterlino-waltrinia.blogspot.com.br/2015/05/melhores-canais-musicais-no-youtube-3.html





-0AdRiaNleE0
Esse é o nome que eu não consigo ler direito desse pianista super-foda. O cara manda muito bem, já tem mais de 200 mil inscritos, o que para muitos é pouco, especialmente para o Felipe Castanhari hoje em dia (noooossa, eu me lembro da época em que o canal dele quase fechou e nem tinha 1 mi de inscritos), mas enfim, Adrian Lee é um jovem muito talentoso, para todos os gostos, tem cover do Justin Bieber, Coldplay, James Blunt, etc. O cara toca piano desde os 6 anos, mostrando que tem muita prática na música.


-Brooklyn Duo
Também com mais de 200 mil inscritos está o casal de Brooklyn Duo, Marnie no piano e Patrick no violoncelo. Um casal de Nova York como o próprio nome do canal já indica, que estudaram música clássica e após se casarem, que bonito, começaram a tentar covers de músicas pop e assim surgiu o Brooklyn Duo, que já foi mencionado pela Shakira e pela Taylor Swift. Sucesso mano. Eles também oferecem o Brooklyn Classical para quem quer só música clássica mesmo, mas eu vejo os dois que são muito bons, é coisa de outro mundo. A sintonia, o som, não dá para parar de ouvir até o fim.

-caitlinDcello
Um pouco mais humilde com seus quase 37 mil inscritos, Caitlin tem muito talento. A garota manda bem no violoncelo, mas também, ela só publicou até agora três vídeos no YouTube, os dois primeiros com intervalos de 1 ano. O último, o terceiro, foi publicado no momento da publicação deste post a 3 meses aproximadamente e cara, isso desencoraja, mano, porque vou ocupar espaço na lista dos canais com um que não posta nada? Mas eu fiz, na esperança de que ela fosse publicar algo novo e publicou, ficando um papel bem profissional. Agora, eu e milhares de outras pessoas (e podem ver que não estou mentindo) esperamos que saia mais vídeos.

-Costantino Carrara Music
Mais um pianista nesta lista, contando com o Patrcik do Brooklyn Duo já são 3, mas vamos mesmo assim, pois não posso deixar batido ele, Constantino Carrara, da Itália, que mano, o cara é fera no piano, toca músicas que ele compõe, e covers né, afinal, a maioria deles só se acha no YouTube porque faz cover de música famosa, não que isso seja ruim, é só um fato. E ele toca de uma maneira belíssima. Vale muito a pena seguir a página no Facebook dele também, fica a dica. Tem cover da Adele, do Coldplay, U2, tema de filme, etc. 165 mil inscritos é pouco para esse cara.

-Marion Le Solliec, celtic and electric harp
Achou que eu só ia falar de violoncelo e piano? (isso porque você não viu a época que eu tava viciado em violino), pois bem, aqui vamos com Marion, uma garota que mostra toda a sua destreza e arte em sua harpa. Você pode escolher entre os vídeos dela o gênero, céltico, rock, metal, entre outros. Aos 7 anos descobriu o amor pela harpa, começou a tocar em Paris, ela é francesa, mas dois anos depois se mudou para Inglaterra e a partir daí começou a desenvolver o gosto para esses estilos citados e a poucos anos começou a postar seus primeiros covers. Muito boa, assina o canal dela porque ela merece mais do que 41 mil inscritos. Na real, todo mundo que eu indico merece mais inscritos do que já tem. Até o HeavyMetalBagpipe se inscreveu no canal dela.

AAAAAAH!!!! Mais um canal de pianista? SIM! E se reclamar vai ter mais canal de piano aqui no blog. Lionel Yu, dos Estados Unidos da América, é o cara por trás das maravilhosas músicas em musicalbasics, que ainda contam com vídeos tutoriais de suas músicas, algumas são covers de música clássica como Beethoven, mas a maioria parece que é dele e o cara manda muito bem na composição. Véi, é uma melhor que a outra. O projeto começou em 2008 e de lá para cá já conseguiu mais de 36 mil inscritos, mas fala sério, eu não entendo como não conseguiu 1 milhão esse canal. Acha que estou exagerando, veja você mesmo e tire suas conclusões. 




quinta-feira, 21 de abril de 2016

Um Som Diferente (Filme) e o Mundo de Hoje

Ontem eu estava sem nada para assistir, fui zapeando pelos canais, pois não tenho acesso ao Netflix na TV da cozinha, quando cheguei ao TCM, canal que eu gosto muito, pois eu penso "se está no TCM é porque é bom", afinal, só tem clássicos. E eu gosto muito de filmes e séries antigas, até hoje lamento que tenham parado de exibir Agente 86, mas você ainda pode se divertir com Bonanza, Alf-O Eteimoso ou mesmo com Xena - a Princesa Guerreira.
Bem, o filme em questão era Um Som Diferente, a sinopse me chamou a atenção. Garoto tímido que faz uma rádio pirata na escola e começa a mudar tudo.
Mark é um estudante tímido que começa essa rádio e como um doido vai falando tudo que lhe vem a cabeça ou que ele já vinha pensando e refletindo a muito tempo sobre a escola e sua vida de adolescente. Eu admito que olhando para meu período de ensino médio, eu só penso mano, olha o que eu tive que aguentar. Pressão de todos os tipos, ir bem na escola, estudar bastante senão você não seria ninguém na vida e iria amargurar por não ter um emprego, sem muitas amizades, sem namorada, nada perto disso, a raiva da rotina... Nossa!
E a partir daí os alunos da escola ficam viciados em ouvir Happy Harry Hard On, ou como ficou na dublagem, Harry Pica Dura. Tem uma cena muito legal que os estudantes da escola decidem fazer loucuras e foi muito legal essa cena, quem nunca não quis fazer uma loucura? Esbravejar? Descontar tudo que guarda para si mesmo?
Eu sei que parece mimimi, mas tem horas que há sofrimento sim.
Sofrimento a ponto de alguém se matar.
Mark, ou Harry, sabia que havia algo de errado na escola, mas não sabe o que fazer, pois seu programa está saindo do controle. As pessoas, diga-se os adultos, falam mal dele, especialmente o conselho da escola e a diretora tirana. Essa diretora é má mesmo. Não é como o que vemos em Curtindo a Vida Adoidado ou O Clube dos Cinco, não, é má mesmo.
Curtindo a Vida Adoidado e O Clube dos Cindo mostram a adolescência dos anos 1980, dos dramas, das pressões, dos medos, mas de um modo bem mais suavizado, com diversão e bom humor na maior parte do tempo, Um Som Diferente é bem mais hardcore. Não quero dizer que o filme não tenha momentos divertidos, tem vários, mas são cenas que não são "bonitinhas" como nesses dois filmes citados.
Mark não sabe o que fazer, se continuar podem pegá-lo e ele também não tem certeza se o que faz é bom, mesmo que sua voz distorcida na rádio ajude os alunos a aguentarem mais um dia na escola, ou lhes dá um pouco de liberdade e alívio, e até ajuda pais e professores a quebrarem a tirania da diretora. Mas a real é que ele não tinha intenção de revolucionar, ele só queria desabafar.

O rádio não tem mais a força de antigamente, mas em compensação, na internet qualquer um pode se expressar e assim como Mark, usar uma máscara. Às vezes literalmente, como são os casos, aqui no Brasil, do cara do esquilo, Contente do ContenTV e o Otário do Canal do Otário.
Pensando bem, PC Siqueira é o nosso Mark da vida real. Um cara irrelevante que decidiu falar sobre suas reflexões e que muitos jovens da idade dele ou mais novos simpatizaram e concordavam com o que ele dizia.
É uma pena que os vlogueiros estejam tão mais para entretenimento do que antes, quando falavam de assuntos sérios ou algo diferente.
Assistam o filme, eu acho que vão fazer vocês terem bastante reflexões.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Broadchurch - Crítica

Uma série britânica policial pode ser boa? Pode, e muito. Broadchurch é exemplo disso. Um remake de uma série dinamarquesa, Broadchurch conta na primeira temporada com um elenco de peso, Olivia Colman faz Ellie Miller, uma policial/detetive da pacata cidade de Broadchurch, no interior da Inglaterra cuja economia gira em torno do turismo com sua bela praia com rochedos. Realmente a vista é muito bonita e a fotografia faz questão de nos lembrar isso sempre que pode.
David Bradley interpreta um velho que é dono de uma loja de conveniência e também líder de uma tropa de jovens que é uma espécie de escoteiros do mar. Já que não tem florestas, aproveita o mar mesmo dali. E é claro, o protagonista, o detetive Alec Hardy, interpretado por David Tennant, é enviado para trabalhar em Broadchurch e vai precisar se acostumar com as pessoas do interior, mais alegres, sociáveis e menos sérias.
Ah, e tem também Arthur Darvill, o Rory de Doctor Who e também o Jacob Anderson, que faz o Verme Cinzento em Game of Thrones.
Nisso parece um pouco com Doc Martin, mas enquanto o médico Martin não se dá bem por ser rabugento (o que o faz ganhar a antipatia das pessoas), Alec é melancólico e não é grosso, é bem educado até, o que faz as pessoas hesitarem um pouco quanto a ele, mas o respeitarem ao mesmo tempo. Algumas mais e outras menos. David Tennant ganhou fama mundial por Doctor Who, e na minha opinião foi um dos doutores mais depressivos que eu já vi e parece que ele pegou tudo isso de tristeza e colocou no detetive Hardy.


Bem, a história é a seguinte: é mais um dia normal na cidade, quando é encontrado  o corpo de um garoto na praia. Danny Latimer. Todos ficam assustados, a cidade nunca teve crimes mais graves do que atos de vandalismo e, como são uma cidade pequena, quase todo mundo conhecia o garoto ou a família dele. E em meio a cidadãos que não sabem bem como reagir a tamanha tragédia, vai caber a Hardy e a policial local Ellie Miller solucionarem o caso.
Eu tinha medo de ser só mais uma série policial britânica. Essas séries normalmente, com exceção de Sherlock, focam menos na investigação e no caso, e mais nos problemas psicológicos das personagens, no drama do detetive e é uma fórmula que eu já vi muito e me cansei. Nem quis ver Happy Valley por isso e Luther eu só acompanhava porque Idris Elba arrebentava como ator. E literalmente também, eta cara fortão.
Bem, mas essa foi diferente. O drama é priorizado, a investigação ocorre em todos os episódios, mas é quase como um pano de fundo ou só uma escada para o drama e desenvolvimento das outras personagens e isso que é legal. David Tennant é o grande destaque, não só por ter o papel principal como também por sua atuação impecável que mesmo em toda essa melancolia ainda tem um pouco de humor e vemos uma parte de nós nele, causando uma identificação, assim como aconteceu em muita gente com House MD.
Mas as outras personagens também possuem histórias muito atrativas e isso nos faz querer acompanhar a série até o fim, às vezes nos esquecemos da pergunta "quem matou Danny Latimer?" porque está se desenrolando um mistério muito bom na nossa frente naquele momento.
Isso porque quanto mais eles investigam, mais podres e histórias esquecidas a dupla de investigadores vai encontrando, eles revelam a luz mais e mais segredos, que chegam até a confundir na investigação.

Bem, a primeira temporada foi ótima. E então veio a segunda temporada, por causa da enorme audiência que teve. Eu estava preocupada. O original não tinha segunda temporada. Era um passo enorme que esse remake estava dando. E que passo bem dado que foi.
Eu achei a segunda temporada pior, embora tenha muita gente que prefira mais ainda essa. Eu achei algumas partes da drama um tanto forçadas para se encaixar, mas nada muito absurdo. Só que faltou a sutileza e delicadeza da primeira temporada.
Temos a adição de novas personagens interpretadas pelas atrizes Charlotte Rampling e Marianne Jean-Baptiste. Além de Eve Myles de Torchwood (como dito em outro site, a Inglaterra tem mesmo poucos atores) e James D' Arcy. Novamente atores muito bons.
É um novo mistério, mas ao mesmo tempo não é, pois é um caso que o detetive Hardy não conseguiu solucionar e que agora vai tentar resolvê-lo enquanto ocorre outro arco ao mesmo tempo que não vou explicar qual é, senão será spoiler.

E teremos uma terceira temporada. O que podemos esperar? Não sei, porque enquanto a primeira temporada tinha pontas soltas, a segunda amarrou todas elas. Veremos se o estúdio faz um bom trabalho como fez com essas duas temporadas. Ficamos no aguardo. Só espero que seja melhor que o remake americano, Gracepoint. Que é a mesma história. Só que nos Estados Unidos.
E com o David Tennant.
Também.
Foi um fracasso, terminou na primeira temporada mesmo.
E David Tennant ganhou um People's Choice Awards pelo papel mesmo assim.
Que coisa.
Bem, pelo menos depois ele arrebentou em Jessica Jones.
Oh yeah.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Histórias Verídicas do Oscar 2016 q Gostei: Spotlight e A Grande Aposta

Spotlight
Gosta de filmes como Maldito Futebol Clube, O Discurso do Rei, A Rede Social e O Jogo da Imitação? Então vai amar Spotlight. Bem, o que todos esses filmes tem em comum? O ambientam em uma época do passado (tudo bem que Spotlight ocorre numa época recente, mas não deixa de ser passado, especialmente hoje em dia em que o tempo parece passar mais rápido) e contam alguma história que quase ninguém ou poucas pessoas sabem.
Mas enquanto esses filmes citados focam nos dramas das suas personagens, Spotlight deixa o drama pessoal de cada um de lado e se baseia principalmente no que eles estão fazendo, no caso, uma grande investigação jornalística para expor ao mundo os escândalos de abuso e pedofilia praticados por padres e que é algo que mesmo nos dias atuais pensamos ser algo pequeno, um caso ou outro, quando na verdade, é pior do que pensávamos.
A equipe do jornal de Boston é interpretada por atores que dão tudo de si para fazer um ótimo longa. Se alguém achava que o Oscar para Michael Keaton era exagero por estar interpretando a "si mesmo" em Birdman, aqui ele mostra que não é um ator de terceiro escalão, muito pelo contrário. Mark Ruffalo em diversas partes rouba a cena e merece ser premiado. Diria que ele tem seus momentos de calma, mas também os seus de explosões, Bruce Banner virando o Hulk (nem tanto, mas acho que me fiz entender).
Os outros atores, como Rachel McAdams, estão bem, estão legais, mas nada excepcional. Talvez com outros atores o filme não teria a mesma carga dramática ou uma história que flui tão bem, naturalmente e sem parecer enrolada, mas de certo que não foram atores que se destacaram, mas também vale visar que os papéis não permitem mesmo muito isso, afinal, apesar de jornalistas investigativos, são pessoas normais. Ao contrário de A Grande Aposta, que tem personagens pra lá de esquisitos ou de características fortes.
Eu juro que sai mudado da sala de cinema. Eu fiquei... Como um leitor de jornal que vê na primeira página uma matéria bombástica, que pode abalar estruturas da sociedade. Talvez só em metade dos EUA, já que muitos são protestantes, mas eu acho que o filme merecia mais destaque aqui no Brasil, por exemplo, dado que somos um país muito religioso e católico.
Será um filme que atravessará gerações? Provavelmente não, pois filmes baseados em fatos reais desse tipo normalmente causam muito no ano em que são lançados e aos poucos vão perdendo seu brilho. Eu, honestamente, acho triste, pois gosto desses tipos de dramas, apesar de poderem ser rotulados "filme para ganhar Oscar".
Spotlight vale muito à pena ser assistido no cinema. Não perca. E se já saiu de cartaz, fique de olho na TV.

A Grande Aposta
O filme também pega essa coisa de pegar uma história real não muito conhecida ou completamente desconhecida e transformá-la em um filme. Há os mais românticos, como o caso do Titanic e há os que se focam na comédia e humor, como O Lobo de Wall Street. A Grande Aposta se foca no humor de uma maneira muito bem feita. Gargalhadas garantidas para esse filme que mostra mentes geniais que previram a crise mundial de 2008.

Numa época em que temos House of Cards com quebra da quarta parede, A Grande Aposta faz isso com maestria, seus personagens são muito cativantes, especialmente por todos eles terem em comum o fato de que eles estão certos, mas são ridicularizados por todos os outros, o que acaba fazendo com que torçamos por eles.
E é engraçado o modo como no meio do filme por final, percebemos que estávamos torcendo para eles, mas eles não são os heróis. Não são os good guys. São apenas pessoas que viram a oportunidade de ficarem super-ricas, com a perda de milhares no mundo todo (mesmo que eles não pudessem fazer nada para impedir a crise de 2008). Acho que no final, eles não são os vilões, mas são menos ainda os bonzinhos.
Christian Bale, pode fazer muitas críticas à sua pessoa, mas é um baita ator, Ryan Gosling mostra que não é só um galã de romances e se der um bom Coringa em Esquadrão Suicida, então é um ator que sabe interpretar diferentes papéis como Bale. Brad Pitt faz interpreta um personagem pra lá de estranho e inteligente, não exige muito de si, mas é também um estilo diferente do que estamos acostumados a ver o galã de Hollywood. Steve Carell é o ator principal (são quatro, a história se divide em 4 arcos entre eles) que mais está em sua zona de conforto, mas isso não desmerece seu papel, pois não é só cômico, como também bastante carregado de drama, sendo para mim o melhor ator do filme.
É muito engraçado como celebridades, tipo Selena Gomez, explicam economia de uma forma dinâmica e didática para a platéia não ficar boiando em meio a tantos termos estranhos.
E por curiosidade, Karen Gillan está no filme. Whovians piram.
Mas o filme, apesar de engraçado e leve, tem uma mensagem muito pesada, especialmente no final, em que não temos mais vontade de rir, e se rimos, é porque rimos para não chorar. E é também muito frustante, do mesmo modo que Spotlight nos faz ficar irritados com os casos encobertos pela Igreja de pedofilia, ficamos zangados como os bancos e governos caminharam para uma crise que resultou na falência de muita gente, desemprego em massa, perdas de moradias, suicídios em grande escala como normalmente acontecesse nesses casos, e no mundo inteiro.
-Recomendo assistir a A Grande Aposta depois de Trabalho Interno (narrado por Matt Damon que não ganhou um tostão com isso, foi de boa vontade mesmo). Um documentário bem didático, que explica toda a visão geral da coisa. Mas A Grande Aposta faz consegue nos colocar na pele das pessoas que sofreram com a crise, coisa que Trabalho Interno não faz, transformando tudo em números.

Então assista Spotlight e A Grande Aposta sem medo de se emocionar.