quarta-feira, 25 de maio de 2016

The Eichmann Show - Crítica

The Eichmann Show, filme feito para TV pela BBC e que conta com Martin Freeman no elenco. Para aqueles que não sabem, Adolf Eichmann era uma figura importante na SS do seu xará Adolf Hitler. Ele mandou milhões de judeus, muitos eram crianças, para a morte. Antes de ver esse filme, eu já tinha lido a história dele (afinal, Hitler não agia sozinho, tinha Gloebbels, Goering, Himmler, etc.) e também o documentário Caçadores de Nazistas, que mostrava os agentes de Israel procurando por nazistas fugitivos na Europa e na América Latina. Muitos nazistas foram encontrados assim, embora outros tenham desaparecido até hoje. Há um episódio que mostra justamente a captura de Eichmann que vivia na Argentina e seria levado para Israel, onde seria julgado por seus crimes.
O filme foca na dupla Milton Fruchtman e Leon Hurwitz. Fruchtman, interpretado por Martin Freeman, nosso querido John Watson e também Bilbo Bolseiro, é o chefe da equipe em Israel que irá transmitir para o mundo inteiro o julgamento de Adolf Eichmann. O julgando será filmado, transmitido ao vivo no rádio e para a TV e gravações serão levadas para o mundo inteiro. Hurwitz, irá dirigir toda a gravação, em seu primeiro trabalho logo após ficar fora da Blacklist, a lista negra feita nos Estados Unidos contra as pessoas de cinema que eram suspeitas (ou eram) de serem comunistas.

Tempos de Guerra Fria.

Como já vimos no filme Trumbo, essa foi uma época difícil para esses diretores.

O filme mostra todas as dificuldades no jornalismo, primeiro porque apesar de ser algo muito importante, as pessoas se entediam fácil e no começo o julgamento é realmente maçante, cheio de discursos e tal. E ainda há a concorrência, que na época era a Corrida Espacial e a Revolução Cubana. É nessas horas que é preciso torcer para que algo tão relevante não caia em detrimento de outros eventos que chamam mais audiência, embora nem sempre isso seja possível.

O filme também mostra como o julgamento de Adolf Eichmann foi importante, com os sobreviventes do Holocausto contando seus relatos horríveis e angustiantes na época dos campos de concentração. Mostrando também como os profissionais da área de comunicação devem se comportar de forma exemplar, sem se levarem pela emoção, embora seja muito difícil em situações como essa, afinal, produtor, cineastra, jornalista, todos são humanos.
E aqui vemos uma das maiores provas de como os meios de comunicação podem ser importantes. Os judeus finalmente contando suas histórias com as pessoas enfim ouvindo e acreditando, não assumindo que era exagero, prestando atenção. Percebendo o horror que aconteceu na Europa durante a Segunda Guerra que ia além de Aliados VS. Eixo.

As atuações no filme estão muito boas, como é típico de documentários britânicos. Martin Freeman parece estar sempre na mesma personagem (mais do que o Johnny Depp na minha opinião). Em O Guia do Mochileiro das Galáxias, Sherlock, The Hobbit, Capitão América - Guerra Civil, mas não vejo isso como algo negativo. Os personagens sempre se encaixam no padrão de atuação dele, e neste filme ocorre o mesmo.
Anthony LaPaglia que faz Hurwitz e os atores que fazem a equipe de produção israelense dão toda a carga dramática que ocorre por trás das câmeras, se destacando mesmo com os lamentosos relatos dos sobreviventes do Holocausto.
Vaidotas Martinaitis eu não sei se é um bom ator, mas foi competente pelo menos, ao ser Adolf Eichmann, que mesmo sendo bombardeado com todas aquelas histórias, inclusive imagens dos corpos sendo empurrados por escavadeiras em valas nos campos de concentração, manteve-se totalmente neutro. Frio. O que é algo diferente do que vemos no filme Eichmann de 2007, em que ele expressa emoções, e bem fortes.

Um bom filme de uma boa história que poucas pessoas conheciam, como foi feito a transmissão do julgamento de Adolf Eichmann. O ex-oficial nazista foi condenado e enforcado, suas cinzas jogadas ao mar, caso alguém queira saber.

E é isso, até a próxima, e vou ver se faço uma crítica de um filme que dessa vez não esteja relacionado ao nazismo, já que o último foi do Ele Está De Volta.


sábado, 23 de abril de 2016

Melhores Canais Musicais do YouTube 4

Oi, galera. Beleza? Aqui vai mais uma coletânea de canais no YouTube para você ver e apreciar uns bons instrumentistas. Espero que gostem. E não é só gente famosa que está nesta lista como Lindsey Stirling, 2Cellos, Piano Guys, Taylor Davis, mas tem gente muito boa que você vai ver aqui, agora e também nestes outros links de posts anteriores:
-http://walterlino-waltrinia.blogspot.com.br/2014/06/melhores-canais-musicais-do-youtube.html
-http://walterlino-waltrinia.blogspot.com.br/2014/01/os-melhores-musicos-no-youtube.html
-http://walterlino-waltrinia.blogspot.com.br/2015/02/melhores-canais-musicais-do-youtube-2.html
-http://walterlino-waltrinia.blogspot.com.br/2015/05/melhores-canais-musicais-no-youtube-3.html





-0AdRiaNleE0
Esse é o nome que eu não consigo ler direito desse pianista super-foda. O cara manda muito bem, já tem mais de 200 mil inscritos, o que para muitos é pouco, especialmente para o Felipe Castanhari hoje em dia (noooossa, eu me lembro da época em que o canal dele quase fechou e nem tinha 1 mi de inscritos), mas enfim, Adrian Lee é um jovem muito talentoso, para todos os gostos, tem cover do Justin Bieber, Coldplay, James Blunt, etc. O cara toca piano desde os 6 anos, mostrando que tem muita prática na música.


-Brooklyn Duo
Também com mais de 200 mil inscritos está o casal de Brooklyn Duo, Marnie no piano e Patrick no violoncelo. Um casal de Nova York como o próprio nome do canal já indica, que estudaram música clássica e após se casarem, que bonito, começaram a tentar covers de músicas pop e assim surgiu o Brooklyn Duo, que já foi mencionado pela Shakira e pela Taylor Swift. Sucesso mano. Eles também oferecem o Brooklyn Classical para quem quer só música clássica mesmo, mas eu vejo os dois que são muito bons, é coisa de outro mundo. A sintonia, o som, não dá para parar de ouvir até o fim.

-caitlinDcello
Um pouco mais humilde com seus quase 37 mil inscritos, Caitlin tem muito talento. A garota manda bem no violoncelo, mas também, ela só publicou até agora três vídeos no YouTube, os dois primeiros com intervalos de 1 ano. O último, o terceiro, foi publicado no momento da publicação deste post a 3 meses aproximadamente e cara, isso desencoraja, mano, porque vou ocupar espaço na lista dos canais com um que não posta nada? Mas eu fiz, na esperança de que ela fosse publicar algo novo e publicou, ficando um papel bem profissional. Agora, eu e milhares de outras pessoas (e podem ver que não estou mentindo) esperamos que saia mais vídeos.

-Costantino Carrara Music
Mais um pianista nesta lista, contando com o Patrcik do Brooklyn Duo já são 3, mas vamos mesmo assim, pois não posso deixar batido ele, Constantino Carrara, da Itália, que mano, o cara é fera no piano, toca músicas que ele compõe, e covers né, afinal, a maioria deles só se acha no YouTube porque faz cover de música famosa, não que isso seja ruim, é só um fato. E ele toca de uma maneira belíssima. Vale muito a pena seguir a página no Facebook dele também, fica a dica. Tem cover da Adele, do Coldplay, U2, tema de filme, etc. 165 mil inscritos é pouco para esse cara.

-Marion Le Solliec, celtic and electric harp
Achou que eu só ia falar de violoncelo e piano? (isso porque você não viu a época que eu tava viciado em violino), pois bem, aqui vamos com Marion, uma garota que mostra toda a sua destreza e arte em sua harpa. Você pode escolher entre os vídeos dela o gênero, céltico, rock, metal, entre outros. Aos 7 anos descobriu o amor pela harpa, começou a tocar em Paris, ela é francesa, mas dois anos depois se mudou para Inglaterra e a partir daí começou a desenvolver o gosto para esses estilos citados e a poucos anos começou a postar seus primeiros covers. Muito boa, assina o canal dela porque ela merece mais do que 41 mil inscritos. Na real, todo mundo que eu indico merece mais inscritos do que já tem. Até o HeavyMetalBagpipe se inscreveu no canal dela.

AAAAAAH!!!! Mais um canal de pianista? SIM! E se reclamar vai ter mais canal de piano aqui no blog. Lionel Yu, dos Estados Unidos da América, é o cara por trás das maravilhosas músicas em musicalbasics, que ainda contam com vídeos tutoriais de suas músicas, algumas são covers de música clássica como Beethoven, mas a maioria parece que é dele e o cara manda muito bem na composição. Véi, é uma melhor que a outra. O projeto começou em 2008 e de lá para cá já conseguiu mais de 36 mil inscritos, mas fala sério, eu não entendo como não conseguiu 1 milhão esse canal. Acha que estou exagerando, veja você mesmo e tire suas conclusões. 




quinta-feira, 21 de abril de 2016

Um Som Diferente (Filme) e o Mundo de Hoje

Ontem eu estava sem nada para assistir, fui zapeando pelos canais, pois não tenho acesso ao Netflix na TV da cozinha, quando cheguei ao TCM, canal que eu gosto muito, pois eu penso "se está no TCM é porque é bom", afinal, só tem clássicos. E eu gosto muito de filmes e séries antigas, até hoje lamento que tenham parado de exibir Agente 86, mas você ainda pode se divertir com Bonanza, Alf-O Eteimoso ou mesmo com Xena - a Princesa Guerreira.
Bem, o filme em questão era Um Som Diferente, a sinopse me chamou a atenção. Garoto tímido que faz uma rádio pirata na escola e começa a mudar tudo.
Mark é um estudante tímido que começa essa rádio e como um doido vai falando tudo que lhe vem a cabeça ou que ele já vinha pensando e refletindo a muito tempo sobre a escola e sua vida de adolescente. Eu admito que olhando para meu período de ensino médio, eu só penso mano, olha o que eu tive que aguentar. Pressão de todos os tipos, ir bem na escola, estudar bastante senão você não seria ninguém na vida e iria amargurar por não ter um emprego, sem muitas amizades, sem namorada, nada perto disso, a raiva da rotina... Nossa!
E a partir daí os alunos da escola ficam viciados em ouvir Happy Harry Hard On, ou como ficou na dublagem, Harry Pica Dura. Tem uma cena muito legal que os estudantes da escola decidem fazer loucuras e foi muito legal essa cena, quem nunca não quis fazer uma loucura? Esbravejar? Descontar tudo que guarda para si mesmo?
Eu sei que parece mimimi, mas tem horas que há sofrimento sim.
Sofrimento a ponto de alguém se matar.
Mark, ou Harry, sabia que havia algo de errado na escola, mas não sabe o que fazer, pois seu programa está saindo do controle. As pessoas, diga-se os adultos, falam mal dele, especialmente o conselho da escola e a diretora tirana. Essa diretora é má mesmo. Não é como o que vemos em Curtindo a Vida Adoidado ou O Clube dos Cinco, não, é má mesmo.
Curtindo a Vida Adoidado e O Clube dos Cindo mostram a adolescência dos anos 1980, dos dramas, das pressões, dos medos, mas de um modo bem mais suavizado, com diversão e bom humor na maior parte do tempo, Um Som Diferente é bem mais hardcore. Não quero dizer que o filme não tenha momentos divertidos, tem vários, mas são cenas que não são "bonitinhas" como nesses dois filmes citados.
Mark não sabe o que fazer, se continuar podem pegá-lo e ele também não tem certeza se o que faz é bom, mesmo que sua voz distorcida na rádio ajude os alunos a aguentarem mais um dia na escola, ou lhes dá um pouco de liberdade e alívio, e até ajuda pais e professores a quebrarem a tirania da diretora. Mas a real é que ele não tinha intenção de revolucionar, ele só queria desabafar.

O rádio não tem mais a força de antigamente, mas em compensação, na internet qualquer um pode se expressar e assim como Mark, usar uma máscara. Às vezes literalmente, como são os casos, aqui no Brasil, do cara do esquilo, Contente do ContenTV e o Otário do Canal do Otário.
Pensando bem, PC Siqueira é o nosso Mark da vida real. Um cara irrelevante que decidiu falar sobre suas reflexões e que muitos jovens da idade dele ou mais novos simpatizaram e concordavam com o que ele dizia.
É uma pena que os vlogueiros estejam tão mais para entretenimento do que antes, quando falavam de assuntos sérios ou algo diferente.
Assistam o filme, eu acho que vão fazer vocês terem bastante reflexões.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Broadchurch - Crítica

Uma série britânica policial pode ser boa? Pode, e muito. Broadchurch é exemplo disso. Um remake de uma série dinamarquesa, Broadchurch conta na primeira temporada com um elenco de peso, Olivia Colman faz Ellie Miller, uma policial/detetive da pacata cidade de Broadchurch, no interior da Inglaterra cuja economia gira em torno do turismo com sua bela praia com rochedos. Realmente a vista é muito bonita e a fotografia faz questão de nos lembrar isso sempre que pode.
David Bradley interpreta um velho que é dono de uma loja de conveniência e também líder de uma tropa de jovens que é uma espécie de escoteiros do mar. Já que não tem florestas, aproveita o mar mesmo dali. E é claro, o protagonista, o detetive Alec Hardy, interpretado por David Tennant, é enviado para trabalhar em Broadchurch e vai precisar se acostumar com as pessoas do interior, mais alegres, sociáveis e menos sérias.
Ah, e tem também Arthur Darvill, o Rory de Doctor Who e também o Jacob Anderson, que faz o Verme Cinzento em Game of Thrones.
Nisso parece um pouco com Doc Martin, mas enquanto o médico Martin não se dá bem por ser rabugento (o que o faz ganhar a antipatia das pessoas), Alec é melancólico e não é grosso, é bem educado até, o que faz as pessoas hesitarem um pouco quanto a ele, mas o respeitarem ao mesmo tempo. Algumas mais e outras menos. David Tennant ganhou fama mundial por Doctor Who, e na minha opinião foi um dos doutores mais depressivos que eu já vi e parece que ele pegou tudo isso de tristeza e colocou no detetive Hardy.


Bem, a história é a seguinte: é mais um dia normal na cidade, quando é encontrado  o corpo de um garoto na praia. Danny Latimer. Todos ficam assustados, a cidade nunca teve crimes mais graves do que atos de vandalismo e, como são uma cidade pequena, quase todo mundo conhecia o garoto ou a família dele. E em meio a cidadãos que não sabem bem como reagir a tamanha tragédia, vai caber a Hardy e a policial local Ellie Miller solucionarem o caso.
Eu tinha medo de ser só mais uma série policial britânica. Essas séries normalmente, com exceção de Sherlock, focam menos na investigação e no caso, e mais nos problemas psicológicos das personagens, no drama do detetive e é uma fórmula que eu já vi muito e me cansei. Nem quis ver Happy Valley por isso e Luther eu só acompanhava porque Idris Elba arrebentava como ator. E literalmente também, eta cara fortão.
Bem, mas essa foi diferente. O drama é priorizado, a investigação ocorre em todos os episódios, mas é quase como um pano de fundo ou só uma escada para o drama e desenvolvimento das outras personagens e isso que é legal. David Tennant é o grande destaque, não só por ter o papel principal como também por sua atuação impecável que mesmo em toda essa melancolia ainda tem um pouco de humor e vemos uma parte de nós nele, causando uma identificação, assim como aconteceu em muita gente com House MD.
Mas as outras personagens também possuem histórias muito atrativas e isso nos faz querer acompanhar a série até o fim, às vezes nos esquecemos da pergunta "quem matou Danny Latimer?" porque está se desenrolando um mistério muito bom na nossa frente naquele momento.
Isso porque quanto mais eles investigam, mais podres e histórias esquecidas a dupla de investigadores vai encontrando, eles revelam a luz mais e mais segredos, que chegam até a confundir na investigação.

Bem, a primeira temporada foi ótima. E então veio a segunda temporada, por causa da enorme audiência que teve. Eu estava preocupada. O original não tinha segunda temporada. Era um passo enorme que esse remake estava dando. E que passo bem dado que foi.
Eu achei a segunda temporada pior, embora tenha muita gente que prefira mais ainda essa. Eu achei algumas partes da drama um tanto forçadas para se encaixar, mas nada muito absurdo. Só que faltou a sutileza e delicadeza da primeira temporada.
Temos a adição de novas personagens interpretadas pelas atrizes Charlotte Rampling e Marianne Jean-Baptiste. Além de Eve Myles de Torchwood (como dito em outro site, a Inglaterra tem mesmo poucos atores) e James D' Arcy. Novamente atores muito bons.
É um novo mistério, mas ao mesmo tempo não é, pois é um caso que o detetive Hardy não conseguiu solucionar e que agora vai tentar resolvê-lo enquanto ocorre outro arco ao mesmo tempo que não vou explicar qual é, senão será spoiler.

E teremos uma terceira temporada. O que podemos esperar? Não sei, porque enquanto a primeira temporada tinha pontas soltas, a segunda amarrou todas elas. Veremos se o estúdio faz um bom trabalho como fez com essas duas temporadas. Ficamos no aguardo. Só espero que seja melhor que o remake americano, Gracepoint. Que é a mesma história. Só que nos Estados Unidos.
E com o David Tennant.
Também.
Foi um fracasso, terminou na primeira temporada mesmo.
E David Tennant ganhou um People's Choice Awards pelo papel mesmo assim.
Que coisa.
Bem, pelo menos depois ele arrebentou em Jessica Jones.
Oh yeah.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Histórias Verídicas do Oscar 2016 q Gostei: Spotlight e A Grande Aposta

Spotlight
Gosta de filmes como Maldito Futebol Clube, O Discurso do Rei, A Rede Social e O Jogo da Imitação? Então vai amar Spotlight. Bem, o que todos esses filmes tem em comum? O ambientam em uma época do passado (tudo bem que Spotlight ocorre numa época recente, mas não deixa de ser passado, especialmente hoje em dia em que o tempo parece passar mais rápido) e contam alguma história que quase ninguém ou poucas pessoas sabem.
Mas enquanto esses filmes citados focam nos dramas das suas personagens, Spotlight deixa o drama pessoal de cada um de lado e se baseia principalmente no que eles estão fazendo, no caso, uma grande investigação jornalística para expor ao mundo os escândalos de abuso e pedofilia praticados por padres e que é algo que mesmo nos dias atuais pensamos ser algo pequeno, um caso ou outro, quando na verdade, é pior do que pensávamos.
A equipe do jornal de Boston é interpretada por atores que dão tudo de si para fazer um ótimo longa. Se alguém achava que o Oscar para Michael Keaton era exagero por estar interpretando a "si mesmo" em Birdman, aqui ele mostra que não é um ator de terceiro escalão, muito pelo contrário. Mark Ruffalo em diversas partes rouba a cena e merece ser premiado. Diria que ele tem seus momentos de calma, mas também os seus de explosões, Bruce Banner virando o Hulk (nem tanto, mas acho que me fiz entender).
Os outros atores, como Rachel McAdams, estão bem, estão legais, mas nada excepcional. Talvez com outros atores o filme não teria a mesma carga dramática ou uma história que flui tão bem, naturalmente e sem parecer enrolada, mas de certo que não foram atores que se destacaram, mas também vale visar que os papéis não permitem mesmo muito isso, afinal, apesar de jornalistas investigativos, são pessoas normais. Ao contrário de A Grande Aposta, que tem personagens pra lá de esquisitos ou de características fortes.
Eu juro que sai mudado da sala de cinema. Eu fiquei... Como um leitor de jornal que vê na primeira página uma matéria bombástica, que pode abalar estruturas da sociedade. Talvez só em metade dos EUA, já que muitos são protestantes, mas eu acho que o filme merecia mais destaque aqui no Brasil, por exemplo, dado que somos um país muito religioso e católico.
Será um filme que atravessará gerações? Provavelmente não, pois filmes baseados em fatos reais desse tipo normalmente causam muito no ano em que são lançados e aos poucos vão perdendo seu brilho. Eu, honestamente, acho triste, pois gosto desses tipos de dramas, apesar de poderem ser rotulados "filme para ganhar Oscar".
Spotlight vale muito à pena ser assistido no cinema. Não perca. E se já saiu de cartaz, fique de olho na TV.

A Grande Aposta
O filme também pega essa coisa de pegar uma história real não muito conhecida ou completamente desconhecida e transformá-la em um filme. Há os mais românticos, como o caso do Titanic e há os que se focam na comédia e humor, como O Lobo de Wall Street. A Grande Aposta se foca no humor de uma maneira muito bem feita. Gargalhadas garantidas para esse filme que mostra mentes geniais que previram a crise mundial de 2008.

Numa época em que temos House of Cards com quebra da quarta parede, A Grande Aposta faz isso com maestria, seus personagens são muito cativantes, especialmente por todos eles terem em comum o fato de que eles estão certos, mas são ridicularizados por todos os outros, o que acaba fazendo com que torçamos por eles.
E é engraçado o modo como no meio do filme por final, percebemos que estávamos torcendo para eles, mas eles não são os heróis. Não são os good guys. São apenas pessoas que viram a oportunidade de ficarem super-ricas, com a perda de milhares no mundo todo (mesmo que eles não pudessem fazer nada para impedir a crise de 2008). Acho que no final, eles não são os vilões, mas são menos ainda os bonzinhos.
Christian Bale, pode fazer muitas críticas à sua pessoa, mas é um baita ator, Ryan Gosling mostra que não é só um galã de romances e se der um bom Coringa em Esquadrão Suicida, então é um ator que sabe interpretar diferentes papéis como Bale. Brad Pitt faz interpreta um personagem pra lá de estranho e inteligente, não exige muito de si, mas é também um estilo diferente do que estamos acostumados a ver o galã de Hollywood. Steve Carell é o ator principal (são quatro, a história se divide em 4 arcos entre eles) que mais está em sua zona de conforto, mas isso não desmerece seu papel, pois não é só cômico, como também bastante carregado de drama, sendo para mim o melhor ator do filme.
É muito engraçado como celebridades, tipo Selena Gomez, explicam economia de uma forma dinâmica e didática para a platéia não ficar boiando em meio a tantos termos estranhos.
E por curiosidade, Karen Gillan está no filme. Whovians piram.
Mas o filme, apesar de engraçado e leve, tem uma mensagem muito pesada, especialmente no final, em que não temos mais vontade de rir, e se rimos, é porque rimos para não chorar. E é também muito frustante, do mesmo modo que Spotlight nos faz ficar irritados com os casos encobertos pela Igreja de pedofilia, ficamos zangados como os bancos e governos caminharam para uma crise que resultou na falência de muita gente, desemprego em massa, perdas de moradias, suicídios em grande escala como normalmente acontecesse nesses casos, e no mundo inteiro.
-Recomendo assistir a A Grande Aposta depois de Trabalho Interno (narrado por Matt Damon que não ganhou um tostão com isso, foi de boa vontade mesmo). Um documentário bem didático, que explica toda a visão geral da coisa. Mas A Grande Aposta faz consegue nos colocar na pele das pessoas que sofreram com a crise, coisa que Trabalho Interno não faz, transformando tudo em números.

Então assista Spotlight e A Grande Aposta sem medo de se emocionar.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Os Erros de Heroes Reborn

Lembrando que essa é minha opinião só. Eu gostava bastante de Heroes, a primeira temporada talvez seja a que mais me deu gosto de acompanhar na vida. Sério, era muito foda a série. Acho que nem Game of Thrones nem Doctor Who me fisgaram assim. Assisti na Netflix.
Na segunda temporada, eu diminui o ritmo. Na terceira eu diminui mais ainda. Na quarta vi os primeiros episódios e desisti de ir até o fim. Coisa que não tinha feito nem com Lost. Eu vi Lost inteiro. Mereço um prêmio por isso.
Enfim, a NBC já falou que não pretende mais tentar trazer Heroes de volta e aqui vou listar o que eu acho que levou ao fracasso.


-Época.
Trazer Heroes de volta fazia sentido. Até 2012 em que surgiu Os Vingadores no cinema. Heroes ficou muito deslocado no tempo, tempo em que ganham o público heróis engraçados e divertidos da Marvel, enredos bem bolados de X-Men e histórias sombrias que a Warner está fazendo com as HQs da DC. Uma época em que não só o estilo já não faz sucesso como também enfrenta uma brava concorrência.

-Sem Inovação Real
Embora na história mude pelo fato do mundo inteiro saber das pessoas com habilidades, chamadas de Evos (de evolution, mas que só me fez lembrar do Evo Morales), o esqueleto é o mesmo. Pessoas diferentes tem seus poderes e então algo os une para enfrentar um grande mal. Como em todas as temporadas de Heroes. E queria ganhar com isso de séries como The Strange, The 100, Arrow, The Walking Dead, Flash, Jessica Jones, Demolidor, Orange Is The New Black, Black Mirror, enfim, séries que já estão consolidadas a bastante tempo.

-Goela Abaixo
Na trama precisamos aceitar que um grande mal se abateu sobre os evos e as pessoas que os apoiavam por uma sociedade igual e então as pessoas passam a culpar justamente as principais vítimas. E que ainda por cima Luke Collins (Zachary Levi) levou de boa, pelo menos no começo, o fato da esposa, Joanne (Judith Shekoni) matar um inocente e gostar e então partir numa cruzada contra os evos. Além dos efeitos especiais ruins. Baixo orçamento? Fizesse como na primeira temporada, muito boa e que não precisou de muito trabalho.
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-Personagens Ruins
Já falei das falhas do casal Collins, agora vou falar da coisa que eu menos gostei na série: Miko Otomo (Kiki Sukezane). O arco do Hiro Nakamura, uma das personagens da TV que eu mais gosto, no Japão, foi um porre. Os outros também não foram muito melhores, nem quando ele ficou doente. O da Miko também foi um dos mais chatos. O arco dela com o Ren (Toru Uchikado, que me lembra muito o garoto de Operação Big Hero 6) era até irritante de assistir de tão bobo, não era um bobo engraçado e não tinham uma química que funcionasse como a dos atores do Hiro e Ando. Fora que a parte do vídeo game, mundo virtual, a ideia para o roteiro até foi boa, mas mal executada e principalmente pelos efeitos gráficos que só impressionariam em 1995, hoje já estamos numa época em que tudo é realista o máximo possível.

-Mata os Personagens Legais
Alguns personagens legais de Heroes voltaram, entre eles o Haitiano que sempre esteve envolto de mistério e Molly Walker, que possuem poderes muito legais como o de anular os poderes dos outros/apagar memórias e o de localizar indivíduos em qualquer lugar. E eles são mortos. Ops, tem o doutor Suresh... Não, descartado também.
E dos novos, pra dizer a verdade o grupo que tinha se reunido na igreja parecia ter mais potencial do que os principais. Pena que foram mortos no piloto. Casper Abraham era um personagem bem interessante, pena que os caras dessa série tem uma cota para matar, senão fica muito complicado para eles trabalharem com tantos personagens e por isso também o mataram.
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-Efeitos Especiais
Os efeitos especiais merecem um tópico, apesar de já mencionados. Os caras foram com uma mentalidade muito de 2006, não é mais assim. Gasta-se mil dólares para matar um zumbi em The Walking Dead. Game of Thrones já tem orçamentos maior do que filmes de Hollywood. A cidade para a sobrevivência na Terra do futuro, o mundo virtual de RPG samurai, o tornado gigante, já passou a época. Até os efeitos de Doctor Who evoluíram.

Mas a série teve pontos bons. Veja-os a seguir:
-Personagens
Não foram só personagens ruins ou mal trabalhados. Noah Bennet foi escolha acertada para ser o protagonista da série, elo perfeito com a série cancelada e essa nova, um personagem que sempre conseguiu se destacar mesmo não tendo poder nenhum. Essa era coisa que me irritava, todo personagem sem poderes ou morria ou era mal aproveitado ou ganhava um poder para ficar mais interessante.
Tommy Clark com seu poder de deslocamento, Carlos Gutierrez se tornando um vigilante, a vilã Erica Kravid, o cara da teoria da conspiração Quentin Frady, Malina Bennet e seu poder de controlar as coisas ao seu redor (não entendi direito o que ela faz), Phoebe Frady e seu poder das trevas, o capanga Harris Prime e seu poder de se multiplicar cortando partes de seu corpo e a partir delas crescendo novos indivíduos idênticos, Farah Nazan e seu dever de guardiã com a jovem que salvará o mundo, Taylor Kravid se rebelando contra sua mãe maligna.
Fora a volta de Angela Petrelli, Hiro Nakamura (metade da audiência foi de pessoas querendo ver o Hiro de novo), Micah Sanders e seu grupo da liberdade e justiça, e é claro, Matt Parkman, dessa vez no time dos vilões. Um dos telepatas mais habilidosos. Essa foi muito bem acertada.
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-Roteiro
Mais uma vez, o roteiro apresentou um mistério, vários arcos que quando ligados solucionam o caso e dão um "ah, então era isso, que legal". Não foi tão brilhante ou viciante como a primeira temporada, mas acho que foi o roteiro que chegou mais perto.

-Elenco
O elenco foi bem acertado. Os atores que eu não conhecia deram conta do recado, mesmo os atores japoneses fizeram o melhor com o que receberam, e ainda pegaram nomes que estão ficando conhecidos como Zachary Levi (uma vez confundi com Zachary Quinto e quando notei meu erro fiquei bem triste), Rya Kihlstedt, Clé Bennett e Eve Harlow. Mesmo não tendo os atores do Peter e Nathan Petrelli, nem o de Sylar, nem mesmo a atriz de Clare Bennet, foi um elenco bem feito e que os roteiristas conseguiram dar certo sem peças que teriam ajudado bastante.
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-Marketing
Isso também conta. O marketing e propaganda foram bem feitos. No letreiro da Time Square aparecia lá Heroes Reborn com uma promessa de algo que você gostou muito estava voltando e seria muito bom. A primeira propaganda foi com um comercial nas Olimpíadas de Inverno. O trailer foi sensacional. Aqui em SP tinha uma propaganda de Heroes em cada ponto de ônibus com aqueles telões. E era necessário, Heroes tinha acabado em 2010, era necessário não só conquistar um novo público como também reconquistar o antigo.

Mas como podemos ver Heroes Reborn não seguirá em frente. E estou até que triste, porque apesar de tudo, tinha muita coisa legal e com bastante potencial e se bem escrito daria muito sucesso, não sei dizer se seria como em Heroes que usaram do Peter Petrelli e do Sylar até não ter mais nada e personagens descartáveis e tramas chatas, mas como eu disse, potencial. Mas agora que Heroes acabou de vez, acho melhor que seja de vez mesmo. Melhor deixar que descanse em paz de uma vez, descansar em paz como merece.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Melhores Canais no YouTube Para Você Conhecer

Fala leitor. Eu sou o dono deste blog e nele publico o que me der vontade e agora me deu vontade de publicar uma lista com os melhores canais no YouTube para você se inscrever, mas não vou citar famosos como Marcos Castro, Luba TV, Invento na Hora, Coisa de Nerd, Felipe Neto, não, irei focar nos que são menos conhecidos. E que eu conheço.
Por falar nisso, não deixe de conferir meu canal no YouTube, Dossiê de Livros, que eu faço resenhas, críticas, um cosplay ou outro de vez em quando, curiosidades e muito mais, tudo relacionado a livros.

1-Tiago Duarte
Tiago Duarte é um dos canais que mais me impressiona como cresceu rapidamente do jeito mais improvável possível. O cara fazia uns vídeos "documentário". Documentário por exemplo sobre moda do aparelho e também fazendo mó zoeira com Babe do Justin Bieber. Mas começou a fazer sucesso mesmo com o Sessão da Tarde em que ele pega filmes famosos ou séries de TV e faz propagandas muitíssimas engraçadas utilizando-se do estilo "hoje, na sessão da tarde...". E ele não usa cenários, studio, nem nada do tipo. Eu acho que isso que o fez alcançar 100 mil inscritos, ele sempre agir de modo genuíno na frene da câmera.

2-IzzyNobre
Tem três motivos para você gostar dele: suas experiências como brasileiro vivendo no Canadá, dando dicas, dizendo o que gosta e o que não gosta; seu lado nerd; e claro, suas críticas e análises. Ele tem a energia do Felipe Neto, mas nem tanto o ódio. IzzyNobre já fez vídeo sobre muito debate e treta da internet e eu acho um dos únicos vloggers que ainda faz esse tipo de crítica, junto com a Jout Jout, Pirula e o Clarion. E o Nando Moura também, apesar de que ele não gosta do Pirula e do Clarion. Enfim, vale a pena.


3-Nerd Rabugento
Um dos poucos canais no YouTube fora o Omeleteve e o Jovem Nerd que me fez querer me inscrever. Apesar de rabugento, é só isso mesmo, pois ele tem uma dinâmica incrível em seus vídeos a ponto de conseguir falar satisfatoriamente de 50 filmes em um vídeo com menos de dez minutos. O Nerd Rabugento também é uma inspiração para muitos blogs e sites geeks, o próprio Pipocando já falou disso uma vez. Fora que ele é um dos caras mais das antigas na internet.


4-Operação Cinema
Esse garoto faz uns vídeos muito legais. Enquanto Felipe Castanhari está fazendo agora vídeos do tipo "o que aconteceu com ator X", Gabriel Dearo já fez um monte com elencos de séries e filmes que o Castanhari já falou em vídeos como o do "Eu, A Patroa e As Crianças", mas o cara do Operação Cinema tem também diferenciais, como o vídeo que conta o que aconteceu com o elenco da série As Visões da Raven. E agora está com uma série muito legal chamada Não Assista Esse Filme, em que ele fica fazendo reviews muito engraçados de filmes trash ou filmes B como Rubber: O Pneu Assassino.

5-Você Não Sabia
Uma coisa que eu achei interessante em todos os canais já citados foi que eles sempre agiram de modo genuíno, sabe? Nada muito forçado nem nada, ou que parecesse uma personificação, como o próprio Cauê Moura já falou que muitos parentes ficaram assustados com o Cauê energético dos vídeos. Andrei Bedene é outro assim, criador e apresentador do canal Você Não Sabia, é como se fosse uma alternativa ao Nostalgia, só que com vídeos mais curtos, pois focam muito mais nas curiosidades e fatos do que em deixar quem está assistindo nostálgico. Ele ficou muito famoso com sua lista de "desenhos polêmicos" que já teve 9 partes, além de especiais. E assim como o Operação Cinema, também tem diferenciais como vídeos de Super Campeões, Johnny Bravo e séries otakus.

6-Amigo Gringo
Seu apresentador, Seth, é um dos caras mais engraçados que eu já vi. Não, ele não é piadista como o Marcos Castro nem nada, ele, com seu jeito de ser, já exala simpatia. Fora que as "cenas" que eles fazem, a gente sabe que é tudo combinado, mas mesmo assim fica engraçado. Não é como no filme em que percebe que tá tudo combinado e aí é triste. Seth eu conheci através do Reação Gringa, que ele mostra vídeos do Brasil para estadunidenses, tipo o que o Fine Brothers faz e o resultado é muito bom. E ele também dá muitas boas dicas de como falar inglês para brasileiros e é muito legal seus relatos como morador de Nova York.

7-Canal do Amer
Eu já falei dele antes e vou falar de novo. O Amer é um dos melhores blogueiros nerds que eu já vi, puta, os textos dele são hilários e as críticas bem cirúrgicas. Mano, o cara também é uma enciclopédia de nerdice dos anos 1980 e 1990. Além de grande conhecedor de desenhos animados antigos e atuais. E no seu canal, que eu gostaria muito que ele fizesse vlog, ele faz gameplay e são gameplays muito legais, de jogos antigos do Nintendo, Sega, PSOne e por aí vai. Fora que ele sempre consegue encaixar seu humor ácido. O vídeo dele jogando Sailor Moon é muito bom.